Jovem de Imperatriz viraliza após criar pele sintética para tratamento de queimaduras

A estudante maranhense Sofia Mota Nunes, de 16 anos, ganhou destaque internacional após desenvolver uma pele sintética de baixo custo voltada ao tratamento de queimaduras. Natural de Imperatriz, a jovem apresentou o projeto em uma das maiores feiras científicas estudantis do mundo, nos Estados Unidos, e viralizou nas redes sociais pela inovação na área da saúde.

A jovem cientista maranhense Sofia Mota Nunes, de 16 anos, vem chamando atenção dentro e fora do Brasil após desenvolver uma pele sintética de baixo custo voltada ao tratamento de queimaduras. Moradora de Imperatriz, a estudante ganhou repercussão internacional depois de apresentar a pesquisa nos Estados Unidos durante a Regeneron International Science and Engineering Fair (Isef), considerada uma das principais feiras científicas pré-universitárias do mundo.

O projeto foi apresentado em 2025, quando Sofia integrou a delegação brasileira formada por 13 finalistas da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia Liberato (Mostratec-Liberato), realizada em Novo Hamburgo. A equipe participou da feira em Ohio, nos Estados Unidos, reunindo estudantes de cerca de 60 países.

A ideia da pesquisa surgiu quando Sofia tinha apenas 15 anos, ainda no primeiro ano do ensino médio. Segundo a estudante, o objetivo era buscar alternativas mais acessíveis para pacientes vítimas de queimaduras, já que muitos tratamentos disponíveis atualmente possuem custos elevados e riscos de rejeição.

Em entrevista, a jovem afirmou que decidiu desenvolver o biomaterial após observar o impacto físico e psicológico causado pelas queimaduras em pacientes. Ela também explicou que o interesse pela área da saúde e pelas pesquisas laboratoriais contribuiu diretamente para o desenvolvimento do projeto.

Outro ponto que chamou atenção na pesquisa foi o uso do óleo de buriti como inspiração para a composição da pele sintética. O produto é tradicionalmente utilizado na região tocantina como tratamento caseiro para queimaduras, prática popular que Sofia buscou levar para o ambiente científico.

De acordo com a estudante, a pesquisa envolveu análises sobre enxertos de pele e substitutos cutâneos já utilizados por grandes empresas da área médica. A partir disso, ela buscou desenvolver um material funcional, acessível e com menor risco de rejeição pelo organismo.

Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou 509 mortes por queimaduras entre janeiro e novembro de 2025. No mesmo período, o país contabilizou cerca de 20 mil atendimentos hospitalares relacionados a esse tipo de lesão, cenário que reforça a importância de pesquisas voltadas para tratamentos mais eficientes e acessíveis.

Sofia também destacou a importância do incentivo à pesquisa científica desde a educação básica. Segundo ela, tanto a família quanto a escola tiveram papel fundamental em sua trajetória acadêmica. A jovem defende que mais estudantes tenham acesso a oportunidades na ciência e avalia que a pesquisa ainda precisa ser mais valorizada no Maranhão.

A repercussão do projeto nas redes sociais transformou Sofia em símbolo de inovação e incentivo à educação científica no estado. A expectativa é que a pesquisa continue avançando nos próximos anos, ampliando o potencial de aplicação da pele sintética em tratamentos médicos futuros.

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