O novo programa Desenrola Brasil já renegociou quase R$ 12 bilhões em dívidas e beneficiou mais de 1 milhão de brasileiros, segundo dados divulgados pelo governo federal.

O novo programa Desenrola Brasil já renegociou quase R$ 12 bilhões em dívidas desde o início de sua nova fase, beneficiando mais de 1 milhão de brasileiros em situação de inadimplência. Os dados foram divulgados pelo governo federal e refletem o avanço das políticas de renegociação e recuperação de crédito no país.
O programa foi criado para facilitar acordos entre consumidores e instituições financeiras, oferecendo descontos, parcelamentos e condições especiais para pagamento de débitos atrasados.
Segundo o governo, a iniciativa busca reduzir o número de inadimplentes e ampliar o acesso da população ao sistema financeiro formal.
Quem pode participar
O Desenrola atende consumidores com dívidas bancárias, contas atrasadas e pendências financeiras registradas em serviços de proteção ao crédito.
Nesta nova etapa, o programa passou a incluir diferentes faixas de renda e modalidades de renegociação, ampliando o alcance da iniciativa.
Os acordos podem envolver descontos significativos, dependendo do tipo de dívida e da instituição financeira participante.
Especialistas apontam que programas de renegociação costumam ajudar consumidores a reorganizar a vida financeira e recuperar acesso ao crédito no mercado.
Recuperação do crédito
Segundo economistas, renegociar dívidas pode representar não apenas alívio financeiro imediato, mas também oportunidade de reconstrução do histórico de crédito do consumidor.
No eixo voltado às famílias, o Ministério da Fazenda informou que cerca de 449 mil dívidas foram quitadas à vista.
O montante original dos débitos somava R$ 1,06 bilhão, mas foi reduzido para R$ 154,2 milhões após os descontos concedidos nas negociações. O abatimento médio ficou em aproximadamente 85%.
Além das quitações, o programa refinanciou cerca de 685,5 mil operações com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
Nesse grupo, as dívidas totalizavam cerca de R$ 9 bilhões antes da renegociação. Após os acordos, o valor caiu para R$ 1,36 bilhão, também com desconto médio próximo de 85%.
Impactos na economia
utra novidade anunciada pelo governo é a liberação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos no programa.
As consultas estarão disponíveis a partir do dia 25 de maio, enquanto as renegociações começam no dia 26.
Pelas regras anunciadas, os trabalhadores poderão utilizar:
- até 20% do saldo disponível no FGTS; ou
- até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
A estimativa da equipe econômica é liberar até R$ 8,2 bilhões para esse tipo de pagamento.
Além disso, o governo informou que cerca de R$ 7 bilhões do saque-aniversário residual também poderão ser utilizados no programa.
A recuperação do crédito também tende a aumentar circulação de recursos no comércio e no setor de serviços.
Por outro lado, especialistas alertam que políticas de renegociação precisam vir acompanhadas de estabilidade econômica e geração de renda para produzir efeitos duradouros.
O governo federal afirma que o objetivo do novo Desenrola é fortalecer a inclusão financeira e ajudar famílias brasileiras a recuperar equilíbrio econômico.
Como funciona
Lançado no início de maio, o programa foi dividido em quatro frentes:
- famílias;
- estudantes do Fies;
- empresas;
- produtores rurais.
Entre as dívidas que podem ser renegociadas estão:
- cartão de crédito;
- cheque especial;
- crédito rotativo;
- crédito pessoal;
- contratos do Fies.
Os juros máximos anunciados pelo governo chegam a 1,99% ao mês, enquanto os descontos variam entre 30% e 90%, conforme o tipo da dívida e o prazo de pagamento.
Uma das regras do programa determina que pessoas que aderirem ao Novo Desenrola ficarão impedidas, por um ano, de acessar plataformas de apostas online.
Ao anunciar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é evitar que beneficiários renegociem dívidas e continuem perdendo dinheiro em apostas esportivas e jogos online.









