A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026 já mobiliza lideranças políticas e partidos no Maranhão. Com ao menos 11 pré-candidatos colocados no cenário, a corrida é apontada como uma das mais complexas e imprevisíveis das últimas décadas, marcada por disputas internas, rearranjos partidários e forte fragmentação política.

A eleição de 2026 para o Senado Federal no Maranhão começa a desenhar um dos cenários mais disputados da política estadual nos últimos anos. Com duas vagas em jogo, pelo menos 11 nomes já aparecem nas articulações partidárias e nos bastidores eleitorais, ampliando a disputa entre grupos tradicionais, lideranças emergentes e forças de oposição.
O quadro envolve pré-candidaturas de políticos experientes, parlamentares em mandato, ex-senadores e representantes de diferentes campos ideológicos. Entre os nomes citados nas articulações estão a ex-governadora Roseana Sarney, os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, o ex-senador Roberto Rocha, além de deputados federais como André Fufuca, Duarte Júnior e Pedro Lucas Fernandes.
A disputa também ocorre em meio à reorganização das foças políticas no estado. O grupo ligado ao governador Carlos Brandão tenta construir unidade em torno de uma chapa competitiva, enquanto setores da oposição articulam alianças para evitar dispersão de votos. O cenário é influenciado ainda pela corrida ao Governo do Maranhão, que pode redefinir apoios e composições partidárias nos próximos meses.
Levantamento da pesquisa Econométrica/O Imparcial divulgado neste mês mostra um quadro pulverizado na disputa ao Senado. Roseana Sarney aparece na liderança com 15,3% das intenções de voto, seguida por Weverton Rocha, com 11,8%, e Roberto Rocha, com 11%. André Fufuca soma 9,6%, Duarte Júnior aparece com 8,8% e Eliziane Gama registra 7,8%.
Especialistas avaliam que o pleito de 2026 tende a ganhar peso estratégico em todo o país por conta do papel do Senado em temas como indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF), impeachment de ministros e votações de impacto nacional. O fortalecimento das disputas estaduais acompanha uma movimentação nacional de partidos de direita, centro e esquerda na tentativa de ampliar influência na Casa Legislativa.
No Maranhão, o cenário se torna ainda mais imprevisível devido à quantidade de pré-candidatos competitivos e à possibilidade de mudanças partidárias até o período oficial das convenções. A expectativa é que alianças sejam redefinidas ao longo de 2026, especialmente conforme avançarem as negociações em torno das candidaturas ao governo estadual e à Presidência da República.
Atualmente, o Maranhão é representado no Senado por Ana Paula Lobato, Eliziane Gama e Weverton Rocha. Apenas os mandatos de Eliziane e Weverton estarão em disputa em 2026, já que Ana Paula Lobato permanece no cargo até 2031.









