Cozinhar em casa pode reduzir risco de demência em idosos, aponta estudo

Cozinhar em casa ao menos uma vez por semana pode ajudar a reduzir o risco de demência em idosos, segundo um estudo recente com pessoas acima de 65 anos. A pesquisa aponta que o hábito estimula funções cognitivas e pode contribuir para a manutenção da saúde mental na terceira idade.

Preparar refeições em casa ao menos uma vez por semana pode ajudar a reduzir o risco de demência em idosos, segundo um estudo recente publicado na revista científica “Journal of Epidemiology & Community Health”. A pesquisa indica que o hábito está associado a uma diminuição significativa nos casos da doença, além de contribuir para o estímulo cognitivo e a manutenção da autonomia na terceira idade.

O levantamento analisou dados de cerca de 11 mil pessoas com 65 anos ou mais e apontou que cozinhar regularmente pode reduzir o risco de demência em até 30%. Entre idosos com pouca experiência na cozinha, mas que passaram a cozinhar semanalmente, a redução pode chegar a cerca de 70%.

Os pesquisadores destacam que o preparo de alimentos envolve tanto atividade física, como ir às compras e manusear ingredientes, quanto estímulos mentais, incluindo memória, atenção e organização. Esses fatores contribuem para o fortalecimento da chamada “reserva cognitiva”, importante na prevenção do declínio mental.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que o estudo é observacional, ou seja, não comprova relação direta de causa e efeito. Ainda assim, os dados reforçam a importância de manter atividades cotidianas e produtivas na rotina dos idosos como forma de promover saúde e qualidade de vida, como:

  • Atividade física associada – Cozinhar frequentemente envolve certa atividade física em processos como ir às compras e até no preparo dos alimentos.
  • Estímulo cognitivo – Os benefícios de cozinhar em casa foram potencializados entre pessoas com pouca habilidade culinária. De acordo com os pesquisadores, a principal explicação para isso é que, nesses casos, cozinhar representa uma atividade mais nova e cognitivamente estimulante, em comparação a pessoas que já cozinham com mais frequência.

A conclusão dos pesquisadores é que incentivar hábitos simples, como cozinhar, pode ser uma estratégia acessível e eficaz para ajudar na prevenção da demência, especialmente em uma população cada vez mais envelhecida.

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