O Maranhão recebeu 5.436 tubetes de insulina glargina e 1.485 canetas reutilizáveis para aplicação do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição integra a estratégia do Ministério da Saúde para substituir gradualmente a insulina NPH por um tratamento mais moderno e de ação prolongada, destinado a crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou 2.

O Maranhão recebeu um novo lote de insulina glargina para fortalecer o atendimento de pessoas com diabetes na rede pública de saúde. Ao todo, o estado foi contemplado com 5.436 tubetes do medicamento e 1.485 canetas reutilizáveis, que serão distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como parte da transição gradual da insulina NPH para um tratamento mais moderno e eficaz.
Até a última terça-feira (21), o Ministério da Saúde já havia encaminhado cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para todo o país. A expectativa é que todos os estados brasileiros recebam os insumos até o fim de julho, ampliando o acesso ao medicamento em todo o território nacional.
Quem poderá receber o medicamento
Nesta etapa, a insulina glargina será destinada a dois grupos prioritários:
- Crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1;
- Pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A substituição da insulina NPH ocorrerá de forma gradual e dependerá de avaliação clínica realizada por uma equipe multiprofissional, além de prescrição médica. A medida busca garantir uma transição segura para os pacientes.
Vantagens da insulina glargina
Considerada um análogo de insulina de ação prolongada, a glargina representa um avanço no tratamento do diabetes por oferecer um controle glicêmico mais estável. Na maioria dos casos, o medicamento exige apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem demandar até três aplicações no mesmo período.
Segundo o Ministério da Saúde, o uso da insulina glargina também contribui para:
- Reduzir episódios de hipoglicemia;
- Melhorar a adesão ao tratamento;
- Favorecer a continuidade do acompanhamento médico;
- Proporcionar mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.
Como ter acesso
Os pacientes que fazem parte do público contemplado deverão procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima levando uma receita médica emitida e carimbada.
Pais, responsáveis e cuidadores também poderão solicitar a avaliação para a substituição da insulina NPH pela glargina. Após a análise clínica, os profissionais de saúde orientarão sobre a técnica correta de aplicação, armazenamento e uso do medicamento.
Além dos tubetes de insulina, os pacientes receberão uma caneta reutilizável, com validade de até três anos, e as agulhas necessárias para a administração do tratamento.
Produção nacional fortalece abastecimento
A ampliação da oferta da insulina glargina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca fortalecer a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento do SUS.
Com a estratégia, o Ministério da Saúde pretende reduzir a dependência de importações, ampliar a disponibilidade do medicamento na rede pública e assegurar maior estabilidade no fornecimento para os pacientes que necessitam de insulinoterapia.









