Sistema de ferryboats volta a falhar e prejudica passageiros no Maranhão

O ferryboat Cidade de Araioses voltou a apresentar falhas e precisou ser retirado de operação, provocando novos transtornos para os usuários da travessia entre os terminais da Ponta da Espera e do Cujupe.

O problema, que já se tornou recorrente, evidencia uma deficiência antiga no sistema e que segue sem solução efetiva. Com a embarcação da Servi Porto fora de serviço, apenas três ferryboats permanecem em funcionamento, número considerado insuficiente para atender à demanda de passageiros.

Desde o último domingo (15), algumas viagens deixaram de ser realizadas, incluindo horários como 3h, 10h e 15h30. A consequência tem sido filas extensas, atrasos e insatisfação de usuários que dependem do transporte para trabalhar, estudar ou cumprir compromissos.

Atualmente, apenas embarcações da Internacional Marítima e o ferryboat São Gabriel, da Henvil, seguem operando. Ainda assim, a oferta não tem sido suficiente para suprir o fluxo de passageiros.

A situação não é inédita. Problemas frequentes, indícios de manutenção inadequada e a quantidade limitada de embarcações apontam para um sistema sobrecarregado e com falhas de planejamento.

Enquanto isso, a população continua enfrentando longos períodos de espera, incertezas e prejuízos na rotina. Diante desse cenário, permanece o questionamento sobre quando haverá uma solução concreta e definitiva para os usuários do serviço.

O ferryboat Cidade de Araioses integra a frota que faz diariamente a ligação entre São Luís e a Baixada Maranhense, rota usada por passageiros e caminhoneiros que seguem também para outros estados, como o Pará.

A embarcação tem capacidade para 520 vagas e, em sua área de estacionamento, comporta 70 veículos.

PROBLEMAS RECORRENTES

A embarcação Cidade de Araioses realizou a primeira viagem em agosto de 2022. Um ano depois, em dezembro de 2023, o ferryboat apresentou problemas em um dos motores e foi parar à deriva na Baía de São Marcos, no Maranhão.

Em outubro de 2025, o ferry voltou a apresentar poblemas ao encalhar durante a entre travessia São Luís e o Cujupe, em Alcântara.

MELHORIAS

Ainda no mês de março, o Governo do Maranhão realizou reuniões com representantes de órgãos públicos e operadores do transporte para discutir ajustes no serviço. Os encontros reuniram integrantes da Secretaria de Estado de Governo (Segov), Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e entidades do setor.

Durante as conversas, a Segov apresentou detalhes sobre a nova fase da gestão do sistema aquaviário, após a transição das atividades que estavam sob responsabilidade da Emap. A equipe técnica também expôs medidas voltadas à ampliação da frota e à melhoria do atendimento aos usuários.

Entre os pontos discutidos com os sindicatos, apareceram demandas sobre o transporte de caminhões nas travessias, cumprimento da capacidade mínima por viagem e falhas na comunicação entre operadores autorizados. As reivindicações foram levadas por representantes do transporte alternativo e do setor de cargas.

O governo também destacou o programa Navega Maranhão, que prevê investimentos na modernização do serviço e na reorganização da operação dos ferrys.

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